Cangambá | Curiosidades do Animal | Espécie de Gambá | Resumo

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O cangambá é uma espécie de gambá que habita o continente americano. Nesse artigo você aprenderá tudo sobre esse curioso mamífero em um resumo completo.

Espécies de cangambás

Se os mustelídeos são afamados por seu odor fétido, os cangambás, jaritacacas, maritacacas ou zorrilhos americanos batem, sem dúvida, todos os recordes de mau cheiro. Seu nome em inglês, skunk, passou a significar, por extensão, “pessoa desagradável”.

O continente americano abriga três gêneros de cangambás: Mephitis, Spilogale e Conepatus. O cangambá norte-americano comum (Mephitis mephitis), ou zorrilho-listrado, é o que possui área de distribuição geográfica mais ampla, ocorrendo ao sul do Canadá e em todo o norte dos Estados Unidos. O pequeno cangambá ou zorrilho-pintado ocorre somente na Flórida e no norte do México.

Quanto ao Conepatus, vive do Cobrado ao estreito de Magalhães. Sendo esses três gêneros extremamente parecidos, tanto na morfologia como nos hábitos, descreveremos apenas o cangambá norte-americano comum.

Características do cangambá

O corpo esbelto, com cerca de 40 cm de comprimento, termina em cauda tufosa de igual comprimento. É coberto por uma pelagem espessa, negra e brilhante, sobre a qual se destacam duas largas faixas brancas que começam na fronte, separam-se na nuca e tornam a juntar-se na cauda.

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Esta disposição não é, porém, constante: encontram-se indivíduos inteiramente negros e outros completamente brancos, às vezes na mesma ninhada, ao lado de espécimes listrados.

A cabeça, muito afilada, parece pequena em relação ao corpo. A dentição do cangambá é constituída por 34 dentes. A extremidade do focinho é nua e dilatada. Os membros curtos terminam por pés e mãos desenvolvidos, com cinco dedos unidos em quase todo o seu comprimento e munidos de garras longas, fortes e pouco recurvadas.

As bolsas perianais

As bolsas perianais, características dos Mustelídeos, são particularmente volumosas. Do tamanho de um ovo de pomba, abrem-se de cada lado do ânus e secretam uma substância oleosa, amarelada e fétida, que o animal tem a faculdade de projetar a mais de um metro de distância, contraindo um músculo especial.

Mal cheiro: meio de defesa do cangambá

Os cangambás e seus parentes setentrionais, os mephitis, possuem como meio de defesa um líquido de cheiro intolerável, nauseativo, irritante, que eles lançam sobre o inimigo. Este líquido que sai como um jato fino, como o de um pulverizador, é de uma substância mais fedorenta que pode existir no mundo: sulfidrato de etila ou mercaptan.

Se um indivíduo respirasse essa substância pura, desmaiaria com sintomas de envenenamento: vômitos, baixa temperatura, pulso fraco. Esse líquido ao cair nos olhos produz uma dor intensa e causa cegueira momentânea.

Habitat natural

O cangambá vive no continente americano, de preferência nas planícies herbáceas e nos bosques ralos, sendo raro nas florestas muito fechadas. Animal noctívago e cavador, passa o dia dormindo nos ocos das árvores, nas fendas das rochas ou nas tocas que cava no solo.

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A rigor o cangambá não hiberna, pois comumente se encontram suas pegadas na neve, em volta de sua toca; contudo sua atividade é muito reduzida e ele acumula gordura com a aproximação do inverno.

Não sabendo saltar nem trepar, o cangambá é um animal sedentário que se desloca saltitando: apoia toda a planta dos pés no solo e avança por pequenos saltos, o dorso curvado e a cauda abaixada.

Alimentação do cangambá

O cangambá alimenta-se de vermes, insetos, anfíbios e pequenos mamíferos que caça à noite, atacando de surpresa ou cavando a terra. Mas não despreza também frutos e raízes.

Comportamento

Quando se sente ameaçado, quer pelo homem quer por um predador, adota uma atitude de intimidação progressiva. Primeiramente, enfrenta o adversário batendo com os pés no chão. Se isto não é suficiente para desencorajá-lo, volta-se, curva um pouco o dono e apresenta a parte posterior do corpo, levantando sua suntuosa cauda colorida.

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De fato os Spilogale andam apoiados nos membros anteriores com a parte posterior do corpo erguida. Enfim, como derradeiro recurso, o cangambá apela para a sua única defesa real, por sinal muito eficaz: projeta sobre o inimigo o líquido fétido, cujo odor nauseante põe homens e animais em fuga.

O cheiro é tão forte que as roupas que são impregnadas por ele deverão ser jogadas fora e um carro que tenha atropelado um cangambá não perde durante semanas o odor almiscarado, apesar de repetidas lavagens.

Reprodução

 

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O cangambá é animal polígamo. No inverno, muitas fêmeas compartilham a toca de um mesmo macho. No fim da primavera, após uma gestação de 63 dias, dão à luz ninhadas de 4 a 5 crias, que amamentam durante 6 a 7 semanas. A família dispersa-se no mês de agosto. Um cangambá pode viver dez anos.

Curiosidades do cangambá

A presença do cangambá é denunciada pelo odor, pelo ruído que faz batendo no solo de sua toca quando está assustado por algum rumor suspeito e pela folhagem esparsa com que faz sua cama e que deixa sempre espalhada na entrada de seu abrigo. Em cativeiro, o cangambá amansa facilmente, mas permanece sempre insociável.

Se tomarmos cuidado em não irritá-lo, não faz uso de sua arma. Sua cama preferida é um leito de palha bem seca, no qual dorme enrolado como uma bola. Muito asseado, limpa cuidadosamente o focinho com as mãos depois de cada refeição e toma cuidado para que sua cama não fique suja.

Quando bem alimentado, o cangambá dorme o dia inteiro, desperta ao cair da tarde e mantém-se desperto e ativo durante toda a noite, embora não sinta fome.

Cangambá, animal silvestre

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