Cloroplastos – Resumo, função e estrutura

cloroplastos

Os cloroplastos contém clorofila, o pigmento verde que absorve a energia da luz. Nesse artigo você aprenderá tudo sobre essas organelas em um resumo completo.

Resumo: o que são cloroplastos?

Os cloroplastos, assim como as mitocôndrias, são as usinas que manipulam a energia. Compartilham o ciclo bioenergético mais fundamental dos seres vivos. Os cloroplastos absorvem energia solar, sintetizando matéria orgânica por meio de reações endergônicas (fotossíntese), e as mitocôndrias desencadeiam reações exergônicas, oxidando a matéria orgânica (respiração celular).

Essa energia fica disponível para uso imediato nas moléculas do trifosfato de adenosina (ATP). Os cloroplastos e as mitocôndrias contêm um pequeno número de genes feitos de DNA, que codificam proteínas.

Características

Os plastos das células vegetais são de vários tipos, contenda diferentes proporções de diversos pigmentos e de componentes como o amido. Os plastos mais familiares e abundantes são os cloroplastos, caracterizados por seu conteúdo de grandes quantidades do pigmento verde clorofila. São responsáveis pelo uso da energia do sol pela fotossíntese para efetuar a transformação de dióxido de carbono e água em glicídios com a liberação simultânea de oxigênio.

Os cloroplastos são grandes organelas que variam em forma e tamanho de espécie para espécie. Em algumas algas, estão presentes um ou dois cloroplastos por célula, e têm a forma de taças ou de espirais alongadas que ocupam grande parte do citoplasma.

Em outras algas e em vegetais superiores, podem estar presentes muitos cloroplastos em cada célula, na forma de corpúsculos ovoides ou discoides; as células de folhas, por exemplo, contêm várias dúzias de cloroplastos, cada um medindo de dois a quatro por cinco microns.

Os números típicos para composição dos cloroplastos em peso seco são: 40 a 60 por cento de proteínas, 25 a 35 por cento de lipídios (principalmente glicolipídeos), cinco a 10 por cento de clorofila, um por cento de outros pigmentos que não a clorofila, e pequenas quantidades de DNA e RNA.

Estrutura

Os cloroplastos são delimitados por duas membranas. Em seu interior, contêm mais membranas rodeadas por uma matriz, o estroma. Muitas vezes, estão presentes grânulos contendo amido, espalhados no estroma. Em muitas algas, contudo, o amido se acumula próximo a uma região especial conhecida como pirenoide, na qual provavelmente o amido é sintetizado a partir de glicose.

estrutura-do-cloroplasto

Os sistemas internos de membranas dos cloroplastos estão principalmente na forma de sacos achatados denominados tilacóides. Em muitas algas, os tilacóides estão dispostos em pilhas paralelas e se estendem por grande parte do comprimento do plasto.

Os detalhes dos arranjos diferem nos diversos tipos de algas. Os tilacóides costumam formar grupos ou pilhas por grande parte de seu comprimento; várias outras classes de algas apresentam uma tendência em haver três tilacóides por grupo, mas o número varia em diferentes classes.

Em algas verdes como as Chlamydomonas, os tilacóides estão empilhados em grana; estas são pontos onde tilacôides adjacentes ficam muito intimamente apostos (“fundidos”). As exatas disposições – dimensões dos conjuntos, número de tilacóides por granum, e assim por diante – variam um pouco, mesmo em um mesmo cloroplasto e, mais nitidamente, entre diferentes espécies de algas verdes. Em vegetais superiores, a estrutura também varia um pouco em detalhes, mas em geral se assemelha aos arranjos mostrados nas.

Cada granum de um cloroplasto de um vegetal superior consiste de uma pilha de tilacóides intimamente apostos, se assemelhando a uma pilha de moedas. Os tilacóides de diferentes grana se conectam uns aos outros por membranas que atravessam o estroma.

Funcionamento

Quando os cloroplastos se rompem, muitas das enzimas de reações no escuro são liberadas, ao passo que os componentes das reações à luz permanecem com as membranas. Infere-se que os componentes da reação no escuro então principalmente presentes no estroma, ao passo que os das reações à luz estão sobre e dentro da membrana do tilacóide.

Os componentes de transporte de elétrons mostram um arranjo assimétrico na membrana relacionado, presumivelmente, com sua produção do gradiente de prótons. Como se poderia antecipar pelo fato de os prótons se acumularem dentro dos tilacóides nos cloroplastos, partículas de acoplamento de fosforilação semelhantes às partículas F 1 das mitocôndrias e denominadas CF1, estão presentes no lado do estroma das membranas dos tilacóides.

Complexos semelhantes a F0 estão, presentes nas membranas, e estas apresentam as propriedades de permeabilidade necessárias para produção quimiosmótica de ATP. As membranas que delimitam o cloroplasto, especialmente a mais interna das duas, governam trocas de substratos e matabólitos com o citoplasma através de uma variedade de carreadores e de outros mecanismos de transporte.

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