Tatu | Características do Animal | Tipos de Tatus | Resumo

tatu

tatu é o último representante de uma família — a dos Dasipodídeos — antes bastante numerosa. Nesse artigo você aprenderá tudo sobre os tipos de tatu em um resumo completo.

Características do tatu

Atualmente bem menores que seus ancestrais, os tatus apresentam-se retacos, têm cabeça e pescoço alonga- dos, cauda considerável e membros curtos armados de 5 unhas muito sólidas.

O corpo desses mamíferos desdentados é recoberto de placas córneas, ligadas entre si de modo a formarem 3 carapaças rígidas e fixas — cefálica, escapular e pélvica. Só a parte superior do corpo é encouraça- da. A parte inferior é coberta de pelos duros ou sedosos, visíveis às vezes também entre as placas.

Dentição

O número de dentes mostra-se muito variável, e alguns tipos de tatu têm tantos que o nome de “desdentados” pareceria irônico em seu caso, se não se tratasse de dentes de pouca importância.

Não sendo em geral inferior a 28, o número de dentes dos tatus pode elevar-se a um total de 100. Esses dentes que se revelam pouco resistentes, e, embora o animal possa morder, não são adequados a uma mastigação real nem lhe servem como arma.

A língua, pouco protrátil, é vermiforme, sempre recoberta por uma substância viscosa produzida por enormes glândulas salivares situadas no maxilar inferior.

Habitat do tatu

Os tatus vivem em quase toda a América do Sul e América Central. Podem ser encontrados nas planícies arenosas juncadas de moitas, nos campos e nas regiões descobertas, percorrendo a beira das florestas sem penetrar nelas.

Esses animais singulares levam vida solitária e só são vistos em conjuntos durante a época do cio. Têm hábitos noturnos e cavam buracos e galerias para passar o dia, sendo comum localizá-los junto aos cupinzeiros. Alimentam-se por vezes de vermes e lesmas e de larvas, e não apreciam muito os vegetais.

tipos-de-tatus

A família dos Dasipodídeos compreende 9 gêneros e umas 20 espécies espalhadas desde o extremo sul da América do Norte até quase todo o continente sul-americano.

Comportamento

Os tatus são adaptados perfeitamente à vida de fossadores, graças à sua carapaça, crânio robusto e rígida coluna vertebral. A disposição dos membros anteriores, lembrando um pouco a das toupeiras, facilita a escavação e rejeição da terra.

O focinho também ajuda neste trabalho, podendo as narinas fechar-se à vontade. Além de cavadores ótimos, os tatus são corredores bem razoáveis. Nadam relativamente bem, conseguindo atravessar pequenos rios. Em caso de perigo, procuram fugir e alguns são capazes de se enrolar em forma de bola, como os ouriços.

Reprodução

As fêmeas podem dar à luz vários filhotes de uma vez, ligados à mesma placenta. Só um óvulo é fecundado. Durante sua segmentação, e depois de atingir a fase da diferenciação dos esboços placentários, este óvulo subdivide-se e cada uma das partes evolui como um embrião.

Em uma parição os sexos são sempre idênticos, uma vez que o determinismo sexual se processa no momento da fecundação. Aleitados pela mãe, os filhotes nascem bem desenvolvidos e recobertos por uma pele mole, a carapaça não se acha ainda calcificada, sendo logo capazes de acompanhar a mãe em seus deslocamentos.

Tipos de tatu

O clamíforo-truncado

Com 15 cm de comprimento, o clamíforo-truncado (Chalamypborus truncatas) é o menor entre todos os tipos de tatus, sendo também o mais bem adaptado para fossar, graças à sua forma praticamente cônica.

clamiforo-truncado

Toda a parte superior do corpo apresenta-se coberta por uma carapaça córnea que parte da cabeça, junto ao focinho, e se estende pelo dorso até o trem traseiro, onde cai verticalmente, de tal forma que o animal parece truncado.

Essa couraça, composta de uma série de placas muito pouco rígidas, não adere solidamente ao corpo. Só é fixada sobre duas protuberâncias ósseas, situadas acima dos olhos, e sobre uma delgada faixa de carne ao longo da coluna vertebral.

O tatu-galinha ou tatu-de-nove-cintas

O tatu-galinha ou tatu-de-nove-cintas (lypus novemcinclus) aumentou muito sua área de distribuição de há cem anos para cá, sendo atualmente encontrado desde o centro dos Estados Unidos, em Kansas e no Missouri, até a América do Sul, passando pelo México.

tatu-galinha

Introduzido pelo homem na Flórida, fixou-se nas regiões bem florestadas, que vão do nível do mar até 3.000 m de altitude. Mede cerca de 40 cm de comprimento, sem contar a cauda, que possui uns 30 cm, e pesa de 4 a 8 kg. Seu corpo mostra-se comprimido no sentido da largura e a cabeça, alongada, termina num focinho cilíndrico.

As orelhas do tatu galinha apresentam-se bem desenvolvidas e muito aproximadas uma da outra. Os membros anteriores terminam em 4 dedos – os dois centrais muito desenvolvidos – os posteriores em 5, sendo os membros bastante curtos.

Características do tatu galinha

Revestindo o dorso e os flancos, as placas de proteção soldam-se na região escapular (espáduas) e pélvica (garupa), onde constituem 2 grandes escudos. No meio do corpo, formam 9 faixas transversais muito móveis, graças às quais o animal pode enrolar-se sobre si mesmo. Placas menos regulares protegem a fronte, sendo a cauda recoberta por uma série de anéis incompletos.

Animais gregários, encontram-se vários tatus-galinhas em cada toca, e em geral do mesmo sexo. A toca, que pode aprofundar-se até 3,50 m na terra mole das matas, tem comumente várias aberturas (suspiros).

O tatuetê e o mulita

O tatuetê e o mulita são dois tipos de tatus que lembram de imediato, sobretudo na forma, o tatu-galinha. Entretanto apenas sete (por vezes, seis) faixas cobrem, em sua parte flexível, o dorso e o flanco destes animais.

tatuete

O tatuetê ou tatuchina (Dasypus setemcinctus) é comum em todo o Planalto Central brasileiro, no Nordeste, sul de Mato Grosso e também em Santa Catarina. Seu habitat são os campos cerrados e a caatinga, onde se alimenta de larvas, minhocas, raízes e carniça de que carrega pedaços para a toca.

O mulita (Dasypus hybridus), que mal se diferencia do tatuetê, mas que os zoólogos atuais aceitam como espécie diferente, encontra-se no sul de Mato Grosso e Rio Grande do Sul, estendendo-se daí até o rio Negro e Mendoza, na Argentina, além do Paraguai e do Uruguai. Ocorre também no Brasil uma terceira espécie deste grupo, o peba ou tatupeba (Dasypus Kappeleri), que é comum nas Guianas, sul da Venezuela e no Pará e Amapá.

O tatu-bola

O gênero Tolyptutes compreende duas espécies, ambas comumente chamadas tatu-bola e ambas também encontradas no Brasil. A mais comum é Tolypeutes tricinctus, também chamado tatuapara, que se encontra em todo o Nordeste do país e em faixas de relativa aridez no Brasil central.

tatu-bola

A outra é Tolypeutes matacus, que se encontra desde o leste da Bolívia até o rio Negro, na Argentina, passando pelo Chaco paraguaio e sul de Mato Grosso. O nome tatu-bola exprime o hábito que têm os indivíduos de ambas as espécies de se enrolarem como uma bola, ficando expostas apenas as áreas do corpo protegidas por placas córneas.

Características do tatu bola

Todo ele se encolhe de tal forma que é difícil abri-lo sem considerável esforço. Seu modo de andar é canhestro, apoiando-se no chão as unhas das patas anteriores, que possuem 3 dedos bem desenvolvidos, e as unhas e plantas das patas posteriores. As patas e as unhas não são tão adequadas a escavações como as dos outros tatus, dos quais ele aproveita as tocas.

Entretanto, o tatu-bola também pode cavar tocas sempre que encontre terrenos macios. Este animal, encontrado exclusivamente nos campos abertos, parece levar vida errante. Os tatus-bolas medem cerca de 40 cm de comprimento e mais uns 10 cm de cauda, que é cônica na ponta e se achata na base, e seu corpo apresenta 3 faixas flexíveis entre os escudos braquial e pélvico. No comum têm um só filhote por parição e sua alimentação é a mesma de seus congêneres.

O tatu-canastra – o maior dos tipos de tatu

O tatu-canastra (Priodontes giganteus) é também chamado tatuaçu e tanto sua designação sistemática (giganteus) como o nome indígena ressaltam bem o fato de ser o maior dos tipos de tatus vivos. Pode medir 1 m de comprimento, com mais de 50 cm de cauda, e pesa 60 kg. Seu corpo, quase totalmente desprovido de pelos, apresenta alguns fios duros, esparsos, que aparecem entre as placas do seu revestimento.

tatu-canastra

Suas patas possuem grandes dimensões, apresentando unhas grandes e poderosas, sendo que a unha central pode chegar a medir cerca de 20 centímetros de comprimento. É um grande fossador, capaz de construir grandes alojamentos para si.

Alimenta-se de lavas e pequenos insetos; em alguns casos, até de pequenas espécies de cobras. O tatu-canastra pode ser encontrado por toda a América do Sul, sendo muito comum no cerrado brasileiro. Também é bastante encontrado na Argentina e na Venezuela. Em sua época de reprodução, a fêmea normalmente gera de um a dois filhotes.

O pichi

O pichi (Zaedins pichiy) é o pequeno tatu que se encontra mais frequentemente nos pampas argentinos e na Patagônia. Mede uns 40 cm de comprimento e mais 15 de cauda. Sua carapaça é bruno-escura, com bordos amarelados, sendo o ventre coberto de longos pelos cerdosos.

pichi

O pichi abriga-se em buracos pouco profundos, geralmente cavados na areia, nos quais se agarra firmando contra as paredes e as bordas denteadas de sua carapaça. Aparentemente procura as regiões mais frias para hibernar. Sua nutrição é constituída de insetos, de pequenos animais que possa encontrar e até de carniça.

O tatu-peludo

O tatu-peludo (Euphractus sexcinctus), um dos tatus mais conhecidos em nosso país, é também conhecido como tatuaíva, tatupeva e tatu-papa-defunto. Medindo cerca de 40 cm de comprimento, com mais uns 25 cm de cauda, é dotado de um escudo cefálico que, prolongando-se para trás, vai além das orelhas.

tatu-peludo

Entre a carapaça das espáduas e a da garupa encontram-se geralmente seis faixas largas (por vezes 7 ou 8) em meio às quais aparecem numerosos t rígidos pelos brancos. A pele e a carapaça exibem coloração amarelo-bruna.

Características do tatu-peludo

Espécie muito espalhada nas zonas quentes da América do Sul, o tatu peludo cava buracos constituídos de uma galeria de 1 a 2 m, que é alargada para formar uma câmara onde o animal pode movimentar-se à vontade e onde passa todo o tempo em que não procura alimento. Sai sobretudo à noite, e não raro abandona o ninho, dada a facilidade que tem em cavar um outro.

Alimenta-se de coleópteros (larvas, lagartas, gafanhotos), minhocas, filhotes e ovos de aves que nidificam no chão, lagartixas, cobras, rãs, bem como de qualquer carniça. Consome também vários vegetais.

O quirquincho

O quirquincho (Chartaetopractus vilSus) vive na Bolívia, Chile, Argentina, Uruguai e planaltos do Peru. É um pequeno tipo de tatu que não vai além de 28 cm de comprimento, tendo mais uns 10 em de cauda. Sua carapaça apresenta-se composta de 18 cintas, das quais 8 são móveis, mostrando-se os espaços entre as cintas bastante pilosos.

quirquincho

O quirquincho vive em buracos e, quando perseguido e sem tempo de retornar à toca, cava rapidamente uma fossa estreita, na qual se enfia com as patas encolhidas de modo a que as bordas de sua carapaça prendam-se às paredes, dificultando a ação dos rapaces que procuram apanhá-lo.

Consegue em abundância os insetos e larvas de que se alimenta, cavando buracos sob as carcaças de animais mortos. Também as cobras tomam parte importante em sua alimentação. A gestação da fêmea dum 2 meses, podendo ela ter várias parições por ano e nascendo geralmente em cada uma um casal de filhotes. A duração de vida do quirquincho é de 15 anos.

O tatu de rabo mole

Ocorrem no Brasil 4 espécies do genero Cabassous: a C. tarouay, no Amazonas, atingindo as Guiarias e sudeste da Colômbia; a C. loricatus, distribuída pelo Paraguai, Bolívia, norte da Argentina e Mato Grosso; a C. hispidus, no sudeste do Brasil, de Minas Gerais até Santa Catarina; e a C. unicinetus, nas Guiarias e leste do Brasil.

tatu-rabo-mole

Como suas diferenças específicas se prendem apenas à estrutura morfológica da cabeça e a detalhes que o leigo não diferencia, estas espécies poderão ser chamadas tatu-de-rabo-mole, ou tatuxim. O tatu-de-rabo-mole chega a atingir 50 cm de comprimento. A cauda, com uns 18 cm, mostra-se realmente mole, pois é mal coberta por pequenas placas.

Exibe coloração geral bruna, por vezes bem escura. Dos 5 dedos dianteiros o médio é muito forte e recurvado. Os escudos mal se distinguem das cintas móveis do meio do corpo, geralmente em número de 11, podendo chegar a 13. O escudo cefálico é pequeno e as orelhas são separadas.

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