Roedores | Características e Anatomia do Mamífero | Resumo

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A ordem dos roedores é constituída por um grupo de mamíferos muito característicos. Nesse artigo aprenderemos tudo sobre os animais roedores em um resumo completo.

Características dos roedores

Com efeito, basta abrir-lhes a boca para reconhecê-los pela dentição, que é reduzida. Os caninos são ausentes e, tanto no maxilar como na mandíbula, destacam-se dois grandes incisivos, que são utilizados para roer. Por outro lado, não se pode generalizar muito quanto ao aspecto externo dos roedores.

Esta ordem é tão rica em famílias e em espécies – de fato, é a mais rica dentre os mamíferos – que estas se apresentam sob as mais diversas formas. De um modo geral, o corpo é cilíndrico, apoiado sobre patas de comprimento desigual: as posteriores são, comumente, muito mais longas que as anteriores.

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A cabeça é sustentada por um pescoço grosso e os olhos são grandes e salientes; os lábios apresentam-se carnudos e ornados de “bigodes” ou vibrissas tácteis e muito móveis; o lábio superior é fendido verticalmente.

Em geral, as mãos possuem quatro dedos e os pés cinco, que são munidos de unhas em forma de garra, mais ou menos robustas. Por vezes, uma membrana natatória liga os artelhos.

A dentição dos roedores

Nestes mamíferos os incisivos apresentam-se nitidamente mais desenvolvidos que os outros dentes; os que se inserem no maxilar são mais fortes que os da mandíbula. Encurvados em forma de arco, talhados em bisel, têm coloração branca, amarelada ou vermelha. Apenas a superfície anterior ou externa é revestida de esmalte, muito duro, que recobre o bordo cortante do bisei.

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Os outros dentes são molares que apresentam cristas transversais de esmalte delimitando ilhas de cimento. A disposição destas cristas permite distinguir as diferentes espécies. O trabalho incessante de moer e esmagar alimentos duros – grãos, sementes, fibras – provoca um desgaste progressivo dos molares. Os dentes incisivos, entretanto, são de crescimento contínuo.

Quando não há desgaste destes dentes, ou quando um deles se quebra, o seu oposto crescerá até sair da boca, encurvado como um chifre, dificultando o trabalho dos outros e, por fim, tornando a mastigação impossível. Os molares são separados dos incisivos por um largo espaço, que se denomina diastema.

Anatomia dos roedores

O crânio dos roedores tem a forma alongada e é achatado na parte superior. O maxilar é curto e a mandíbula articula-se de maneira a poder deslocar-se para diante e para trás e, num grau menor, em sentido lateral. A sínfise mandibular – isto é, a ligação anterior dos dois ramos da mandíbula – é frouxa, o que permite aos incisivos inferiores um movimento de tesoura.

Um grande número de roedores possui, na parte interna das bochechas, bolsas formadas por dobras da mucosa. Estas bolas jugais (que também aparecem em outros mamíferos) podem, nos Roedores, alongar-se de tal modo que atingem a altura das espáduas.

Servem elas para armazenar alimento, e, quando cheias, um músculo espedal mantém-nas fechadas. De glândulas salivares bastante desenvolvidas, estes animais apresentam hemisférios cerebrais pequenos, raramente providos de circunvoluções.

Habitat natural dos animais roedores

Os Roedores possuem grande distribuição geográfica e notável valência ecológica, isto é, adaptaram-se a todos os tipos de habitat vivem em savanas, desertos e florestas, sob climas tórridos ou frígidos. Evoluindo em diferentes ambientes, sofreram uma grande radiação adaptativa e apresentam comportamento diverso, segundo as circunstâncias.

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Encontram-se no mundo inteiro, com exceção da Nova Zelândia e da Antártida. Algumas espécies tornaram-se cosmopolitas, havendo acompanhado o homem em suas viagens e explorações, como é o caso do camundongo e dos ratos-comensais (erroneamente qualificados de domésticos).

Numerosos roedores têm hábitos arborícolas, enquanto que outros vivem na superfície do solo, ou em galerias subterrâneas ou nas águas doces. Alguns vivem aos pares, outros em grupos familiares e outros ainda em colônias.

Alimentação dos roedores

Sua alimentação é basicamente de origem vegetal, mas um grande número de espécies complementa a dieta com substâncias animais, sendo mais carnívoras que herbívoras. Na América do Sul, onde os mamíferos da ordem dos Insetívoros se reduzem a um gênero, os roedores ocupam o seu nicho ecológico juntamente com os marsupiais.

Muitos roedores têm o hábito, nas regiões temperadas, de armazenar provisões para os meses de inverno. Outros caem em letargia ou hibernam, sobrevivendo graças à gordura que acumulam durante o verão.

Espécies de roedores

Os Roedores são numerosos tanto em indivíduos como em número de espécie: dividem-se em 15 superfamílias, reúnem 354 gêneros e quase 1.700 espécies.

Muito prolíficos, se não fossem severamente controlados por predadores e por epizootias, cobririam a Terra em poucos anos.

Ordem dos roedores – Resumo

A ordem dos Roedores compreende, assim, mamíferos com as seguintes características:

  • Dimensões reduzidas ou médias.
  • Corpo compacto apoiado sobre membros relativamente curtos.
  • Dentição reduzida, caninos ausentes, incisivos muito desenvolvidos em número de quatro, de crescimento contínuo e coloridos na face externa.
  • Pré-molares e molares dotados de tubérculos ou de cristas transversais de esmalte. Os pré-molares inexistem em certas espécies, sendo os molares, na grande maioria, em número de doze.
  • Possante musculatura mastigatória.
  • Patas plantígradas, nas quais os dedos, cujo número varia de três a cinco, são munidos de unhas arqueadas ou garras;
  • Alimentação em geral vegetariana.

 

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