Raízes – Qual sua função nas plantas? | Tuberosas, Fasciculadas

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A seguir, aprenderemos sobre a anatomia, funções e tipos de raízes das plantas, em um resumo completo.

Função das raízes na planta

As funções desempenhadas pelas raízes são:

  • Fixar o vegetal ao solo (as exceções são raras);
  • Absorver do meio circundante, materiais nutritivos para a planta, como sais minerais, substratos e água;
  • Armazenar (algumas delas) substâncias de reserva.

Trata-se de um órgão que, geralmente, penetra no solo. Por que dizemos “geralmente”? Porque há as que vivem na água ou se espalham no ar. Isso nos permite distinguir, desde logo, as subterrâneas (as mais comuns), as aquáticas (de plantas que vivem sobre a água ou submersas) e aéreas, como as das orquídeas.

Raízes sugadoras

Certos tipos, porém, não se acham nem no solo, nem na água, nem no ar: penetram no caule de outros vegetais, denominados hospedeiros e roubam-lhes a seiva, graças aos órgãos de sucção, verdadeiras ventosas, que possuem.

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São as chamadas raízes sugadoras, encontradas nas plantas parasitas, isto é, naquelas que vivem à custa de outras, causando-lhes dano, muitas vezes mortal. A erva-de-passarinho, que se encontra enroscada em certos caules, é um tipo de planta parasita. Não se deve confundir plantas parasitas com as plantas epífitas (epi, sobre).

Estas apenas se apoiam sobre outros vegetais, sem lhes roubar a seiva. As suas raízes não são, por conseguinte, sugadoras: são gaviniformes, isto é, servem, como a gavinha, de apoio para a planta. A orquídea, a que comumente chamamos parasita, nada tem de parasita. É uma simples planta epífita.

Adventícias

Há alguns tipos que, em lugar de partirem do ponto em que termina o caule, partem dos seus lados. São chamadas adventícias. Exemplos: as presentes no pântano, que mais parecem estacas (semelhantes às dos mangues) e as da hera ou as do imbé, que permitem a estas plantas, graças à sua feição de grampo, se colarem aos muros. As primeiras se chamam raízes-estacas; as segundas, grampiformes.

Raízes respiratórias

As raízes são elementos vivos. Precisam, pois, de oxigênio. Quando o solo contém muita água e é formado de terra grossa, viscosa, lamacenta, algumas (é o que sucede com o mangue) se curvam para cima e vêm ter à flor do solo para aí absorver oxigênio. São as chamadas raízes respiratórias.

Tipos perpendiculares

Há raízes perpendiculares e fasciculadas. As perpendiculares (ou axiais) penetram perpendicularmente no solo. Sua parte mediana – a principal – é mais volumosa. Dela partem outras (as radículas), tanto mais finas quanto mais se ramificam: são as secundárias, terciárias, quaternárias, etc. Exemplo: feijão.

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Raízes fasciculadas

As raízes fasciculadas são constituídas de vários feixes de radículas, apresentando-se a principal muito reduzida ou ausente. São todas mais ou menos do mesmo tamanho e de Igual espessura, não se aprofundando muito no solo, antes espalhando-se perto de sua superfície. Exemplo: milho.

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Raízes tuberosas

Consideradas variedades desses dois tipos, há as raízes tuberosas, que apresentam dilatações em virtude do armazenamento de substâncias nutritivas. Exemplo: cenoura.

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Anatomia da raiz

Experimente observar, com uma lente, a superfície de uma raiz principal e nela poderá notas as regiões, que são:

  • Colo: Limite entre a mesma e o caule;
  • Região de ramificação: A altura do ponto em que a mesma começa a ramificar-se. Apresenta uma coloração pardacenta e varia em dimensão, consoante a idade e a espécie da planta;
  • Região pilífera: muito importante, porque nela se situam os pelos absorventes, encarregados de retirar, do solo, materiais nutritivos para a planta;
  • Região de crescimento ou lisa, onde se acha o meristema (que é meristema?) da raiz;
  • Coifa: órgão de proteção da extremidade livre do órgão. Tem a forma de um pequeno dedo de luva ou de um dedal.

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