Caules das Plantas – Aéreos, aquáticos, subterrâneos | Funções

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O caule é a parte do vegetal que se encontra, geralmente, acima do solo. Por que dize moa “geralmente”? Porque essa é a sua situação mais comum. Algumas vezes, ele é encontrado sob a água ou sob a terra. Daí a divisão em:

  • Caules aéreos;
  • Aquáticos;
  • Subterrâneos.

Pode-se definir caule como a parte do vegetal que cresce em sentido contrário ao da raiz.  É a regra.  Vejamos: a raiz se desenvolve obedecendo à força da gravidade, enquanto o caule a contraria, afastando-se da terra.

Caules aéreos

Os caules aéreos são os mais comuns. Apresentam-se diferentemente:

  • Ora seguem uma direção vertical e são chamados eretos (palmeiras);
  • Ora se desenvolvem horizontalmente e se denominam rastejantes (abóbora);
  • Ora se elevam no ar, apegando-se a um suporte qualquer. Chamam-se volúveis (trepadeiras, em geral).

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Caules aquáticos

Os caules aquáticos apresentam clorofila e se caracterizam pela presença de lacunas cheias de ar. Exemplo: a vitória-régia.

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Caules subterrâneos

Os caules subterrâneos são chamados, de um modo geral, rizomas, porque se assemelham a raízes. Exemplo: bananeira.

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Consistência

A consistência do caule varia muito: ora são lenhosos, duros, só podendo ser cortados pela serra ou pelo machado (pinheiro, cajueiro, castanheiro); ora são sublenhosos, que cedem à tesoura ou ao canivete (roseira, espirradeira, arbustos em geral); ora são herbáceos, podendo ser seccionados facilmente (craveiro).

Tipos de caules aéreos

Entre os caules aéreos, distinguimos quatro tipos:

  • Estipe;
  • Colmo;
  • Tronco
  • Haste.

Características

O estipe é um caule lenhoso, que não se ramifica. Mantém quase a mesma espessura, da base ao vértice, onde se encontram folhas, flores e frutos. Outros exemplos: piaçava, carnaubeira, açaí, babaçu.

O colmo não se ramifica. Apresenta nós, regularmente dispostos de espaço a espaço (entrenós). Dos nós, partem folhas. Cantes lenhosos ou sublenhoso à os colmos podem ser ocos (taquara) e cheios (cana-de-açúcar).

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O tronco, caule lenhoso, se ramifica muito, a partir de certa altura do solo. Dá inúmeros ramos, que, por sua vez, se ramificam muito. É o caule das árvores. Fornece-nos boa madeira. A haste é própria de plantas sublenhosas (roseira) ou herbáceas (craveiro). É de pequeno porte, possui clorofila e ramifica-se dó muito perto do solo.

Tipos de caules subterrâneos

Os caules subterrâneos apresentam três variedades:

  • Rizoma propriamente dito, caule não clorofilado, que se desenvolve em sentido horizontal. Mostra, de espaço a espaço, nodosidades de onde se originam folhas que vêm aparecer acima do solo. A grama de campo de futebol é desse tipo. O emaranhamento de caules e raízes, debaixo do solo, lhe proporciona dureza e – estabilidade. A cana-Indica, a bananeira, o seio-de-Salomão, são outros exemplos;
  • Tubérculo, que se apresenta sob uma forma mais ou menos arredondada, contendo substâncias de reserva (amiloplastidios) – A batata-americana (impropriamente chamada “inglesa” ), assim como a araruta, são tubérculos.
  • Bulbo, de que há vários tipos, sendo um dos mais conhecidos a cebola, formada de túnicas concêntricas, tanto que, cortadas transversalmente, dão lugar a rodelas.

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Nota: Não confunda raízes tuberosas e tubérculos. Tome uma batata-doce (raiz tuberosa) e uma batata comum (tubérculo). Repare que a superfície da primeira é lisa, enquanto que a segunda apresenta brotos ou rebentos, de onde nascem ramos e folhas.

Regiões superficiais do caule da planta

Examinando-se um caule o que logo nos chama a atenção é que ele serve de suporte às folhas. Estas partem de pontos chamados nós. Os espaços que separam os nós são os entrenós. Olhando-se o ponto formado pela folha e pelo caule, isto é, a axila da folha, notamos a presença de protuberâncias, que são os gomos axilares, (o “olho” da cana-de-açúcar é um gomo axilar).

Continuando a examinar o caule, veremos que os entrenós vão diminuindo de tamanho à proporção que se aproximam da ponta do caule, onde uma porção de pequeninas folhas se reúne, encobrindo o gomo terminal. Lembremos ainda, como região superficial do caule, o colo, pelo qual ele se limita com a raiz.

Função do caule da planta

Já agora é fácil deduzir: o caule é o órgão de sustentação das folhas, das flores e dos frutos. Ele possui, no seu interior (já vindos da raiz para se continuarem pelas folhas), vasos lenhosos e vasos liberianos, por onde circulam os líquidos nutritivos do vegetal.

É, pois, nesse caso, órgão de condução da seiva. Certos caules armazenam substâncias nutritivas (batatinha, cebola). Curiosas adaptações de caule são os espinhos, ramos pontiagudos, duros, resistentes, por onde correm vasos, o que prova serem prolongamentos de tecidos do próprio caule. Não devem ser confundidos com os acúleos, que não passam de produtos epidérmicos do caule.

Utilidades do caule no nosso cotidiano

Os caules das plantas oferecem ao homem uma quantidade enorme de produtos:

  • Industriais – madeiras de lei para a alta marcenaria (cedro, jacarandá, imbuia, peroba, pau-cetim, sucupira, vinhático), madeiras leves, para fabrico de caixotes (pinho), de palitos de fósforo (tabebuia, jequitibá), de tonéis (louro), matérias corantes (pau-brasil, pau-Campeche), breu, alcatrão (pinheiros), fibras têxteis (linho, juta, cânhamo, guaxima, caroá), borracha (seringueira, maniçoba);
  • Alimentares – açúcar (cana-de-açúcar), amido (batata; inhame, sagu), temperos (alho, cebola, cebolinho);
  • Medicinais – sob a forma de essências, óleos, resinas, etc., como a terebintina, o tanino, a canela, o quinino, a copaíba, o tolu, o angico.

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