Saiga | Antílope das Estepes | Curiosidades do Animal | Resumo

saiga

A saiga (Saiga tatarica), ou antílope-das-estepes, é um belo e curioso mamífero europeu. Nesse artigo você aprenderá as curiosidades sobre essa espécie de antílope em um resumo completo.

Características da saiga

A saiga tem um comprimento total de 1,30 m a 1,80 m, no qual se incluem uns 10 cm da cauda. A altura, no garrote, é de 75 a 80 cm e o peso oscila entre 35 e 70 kg.

O focinho giboso, proeminente e protátil, dá ao animal um perfil único entre os antílopes. A mucosa nasal vascularizada faz o papel de um regulador térmico que reaquece o ar inalado -pelo animal, que, vivendo nas planícies nuas, não dispõe de qualquer abrigo contra o vento.

A saiga é a mais veloz das espécies de antílopes, podendo atingir velocidades de até 70 km/h.

Fisionomia

Só o macho tem cornos, que são anelados, de cor amarelo-âmbar e reproduzem a forma de uma lira. A pelagem das saigas é mais fornida no macho do que na fêmea, formando os longos pelos cerdosos uma espécie de crina sobre o pescoço.

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A cor dominante é um marrom, que se apresenta mais escuro no macho. Os dois sexos sofrem uma muda outonal, no decurso da qual recebem unia pelagem mais densa e mais longa que os protegerá dos rigores do inverno.

Distribuição geográfica

A área de distribuição da saiga, que se estendia outrora da Polônia ao Cáucaso e ao mar Cáspio, não compreende hoje mais que algumas regiões isoladas umas das outras ao longo do Volga, no Cazaquistão e na Mongólia.

Habitat da saiga

A saiga habita as planícies recobertas, durante o ano todo, de gramíneas e ervas mais ou menos lenhosas, mas totalmente desprovidas de árvores. Trata-se de animal que está muito bem adaptado a este habitat difícil, árido e tórrido no verão e glacial no inverno.

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Nestas regiões em que o homem só vive em estado nômade, os carneiros domésticos são, provavelmente, os únicos concorrentes da saiga. As grandes extensões monótonas, de vegetação pouco variada, selecionam comumente herbívoros de instinto gregário muito desenvolvido, como, por exemplo, os bisões.

Hábitos

A saiga, de fato, é o único ruminante da Europa que forma rebanhos imensos. Este instinto favorece evidentemente o desenvolvimento da espécie, desde que o homem não venha a perturbar o equilíbrio biológico.

Migrações de antílopes

A vida em rebanho obriga a migrações que permitem utilizar racionalmente o tapete vegetal, o qual se reconstitui após a passagem dos animais. Isolados, estes não teriam, por outro lado, nenhuma defesa contra os predadores.

Além disso, as hecatombes coletivas periódicas (fome devida ao mau tempo, afogamento durante a travessia do Volga) regularizam o número de indivíduos. Finalmente, a seleção automática dos reprodutores, consequência inelutável da vida em grande número, favorece a espécie e melhora suas faculdades de adaptação.

Saiga, animal nômade

As saigas levam vida nômade. Os rebanhos nunca ficam no mesmo local, mas seus deslocamentos cotidianos não constituem migrações. Em compensação eles realizam às vezes deslocamentos mais importantes, cuja amplitude e orientação variam com os anos.

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Na primavera, as saigas emigram para o norte em busca de local adequado à parição, isto é, bem rico em ervas para assegurar alimento suficiente sem necessidade de vaguear. Durante estas migrações primaveris os machos mais alertas formam muitas vezes rebanhos que se adiantam aos das fêmeas. No sítio escolhido para a parição, os sexos vivem em bandos separados, mas permanecem ao alcance de vista um do outro.

Comportamento da saiga

Durante o verão, as saigas são extremamente instáveis e efetuam movimentos em massa que se podem comparar a migrações e que, provocados pelas condições climáticas (seca), não têm caráter imperativo.

No inverno as saigas fogem das regiões muito cobertas de neve onde não encontram mais alimento. O rebanho fica então misturado e muito denso, marchando os animais de forma muito cerrada. Sua velocidade de deslocamento, sempre rápida, varia entre 5 e 10 km por hora.

Reprodução das saigas

A época do cio ocorre no princípio do inverno, quando as dificuldades devidas ao clima ainda não constituem um problema vital. Formam-se, então, pequenos rebanhos que são de fato haréns grupados em tomo de um macho adulto.

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Os jovens machos são expulsos dos haréns e se reúnem em rebanho. Como já observamos entre os Pinípedes, os machos vigiam seus haréns e cobrem as fêmeas sem se preocuparem com o alimento. Só quando se acham completamente esgotados é que eles abandonam as saigas fêmeas fecundadas, o que se dá no final da época do cio.

Este esgotamento corresponde mais ou menos ao período mais duro do inverno e provoca uma mortalidade muito elevada entre os machos. Depois de um inverno particularmente rude, a proporção dos machos pode cair para menos de 5% do número total de indivíduos.

Período de gestação

As saigas fêmeas, precoces e fecundas, reproduzem-se desde a idade de 10 meses e parem 1 a 3 filhotes, mais comumente 2. Estes nascem em maio, após uma gestação de cerca de 5 meses, sendo nutridos pela mãe até o outono, embora eles comecem a pastar ao fim de um mês.

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Espécie de antílope protegida

Essa curiosa espécie de antílope está estritamente protegida desde 1920. Há atualmente mais de um milhão de saigas em liberdade e, devido à sua fecundidade, as autoridades têm que mandar abater pelo menos 5.000 por ano para evitar a hiper população.

Os lobos – seus principais inimigos naturais, sobretudo no inverno – são particularmente controlados. Dada a natureza do terreno, este controle faz-se comumente por meio de helicóptero. A saiga tem necessidade de grandes espaços e adapta-se mal ao cativeiro.

Curiosidades da Saiga, animal antílope

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