Ruminantes – classificação, anatomia, habitat – Resumo

A subordem dos Ruminantes compreende Mamíferos Artiodáctilos caracterizados pela conformação peculiar de seu estômago e pela dentição, que está em correlação com a modificação do estômago. Nesse artigo você aprenderá tudo sobre os ruminantes em um resumo completo.

Classificação

A subordem dos Ruminantes, a mais importante e mais numerosa da ordem dos Artiodáctilos, divide-se em 5 famílias: Bovídeos, Antilocaprideos, Girafideos, Cervídeos e Tragulídeos.

Dentição dos ruminantes

A dentição compõe-se, em cada meio maxilar, de 6 dentes mastigadores cuja superfície de uso apresenta um desenho típico que forma 4 crescentes lunares. Estes crescentes provêm do desgaste de 4 tubérculos iniciais. A fórmula dentária é a seguinte: incisivos 6; caninos 2; pré-molares 12; molares 12.

Não há incisivos nem caninos superiores. Cada canino inferior é geralmente ligado aos 3 incisivos e tem a mesma forma destes. Os Ruminantes seguram a erva de que se nutrem entre o lábio superior e os incisivos inferiores.

No maxilar inferior existe sempre um espaço, chamado barra ou diástema, entre o canino situado junto aos incisivos e o primeiro pré-molar. Os movimentos laterais do maxilar inferior são típicos dos Ruminantes.

A erva é dilacerada e picada pelos dentes pré-molares e molares. Com esta dentição muito especial, acha-se relacionado o estômago, não menos peculiar e dividido em 4 compartimentos, os quais poderão ser melhor estudados nesse artigo.

Anatomia dos ruminantes

Os Ruminantes são abundantemente providos de glândulas cutâneas, mais ou menos odorantes, cuja localização não é igual à dos Carnívoros. Entre as mais importantes, podem citar-se:

• A glândula pré-orbital, chamada lacrimal. Sua secreção é odorífera e serve para marcação de território.
• As glândulas carpianas ou tarsianas, também chamadas glândulas pediosas. Os pés dos Ruminantes são muitas vezes providos de glândulas cujas secreções facilitam o trabalho dos predadores, quando estes seguem a pista dos animais idosos ou extraviados.
• As glândulas de cio das camurças, situadas perto dos cornos. *As glândulas de secreção odorífera dos Caprinos, situadas na base da cauda, principalmente nos machos. E a elas que o bode deve o seu odor peculiar.

Os pés são muito característicos. Apenas os dedos médios participam da sustentação. Os outros dedos são muito reduzidos ou totalmente ausentes. Os ossos metacarpianos e metatarsianos soldam-se para formar um só osso, o osso canhão. Esta disposição dá ao animal uma notável segurança ao pé, defendendo-o das entorses.

Cornos

Os Ruminantes têm o crânio ornado de cornos que desempenham importante papel na classificação das diferentes espécies e que podem ser ocos ou cheios. Os cornos ocos, estojos de matéria córnea que recobrem um prolongamento do osso frontal, são permanentes e crescem à medida que o animal se desenvolve, mostrando-se em geral comuns aos dois sexos.

Os cornos cheios, formados por uma massa óssea fixada por uma pequena protuberância ao osso frontal, ramificam-se no decorrer dos anos. Caem anualmente, sendo substituídos depois de alguns meses por cornos novos. Na maioria dos casos só os ruminantes machos têm cornos.

Habitat dos ruminantes

Desde os mais recuados tempos, os Ruminantes povoam todas as regiões da Terra, à exceção da Austrália e da Nova Zelândia, para onde foram levados pelo homem em data recente. As diferentes famílias, entretanto, são distribuídas de modo muito desigual.

Embora os Bovídeos sejam encontrados em quase toda parte, os Girafídeos só ocorrem na África, numa região totalmente desprovida de Cervídeos. Na América do Sul, ao contrário, os únicos Ruminantes autóctones são os Cervídeos.

Reprodução

A fêmea tem em geral apenas um filhote de cada vez. Os nascimentos gemelares raramente ocorrem e as parições de 3 a 4 filhotes são bastante excepcionais.

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