Ratão do Banhado | Alimentação | Roedor Nadador | Resumo

Também chamado de nútria (nome que, na Espanha, é dado à lontra), o ratão do banhado (Myopotamus coypus) foi introduzido em vários países, como a Inglaterra, a França e a Rússia, onde constituiu grandes colônias. É um curioso roedor nadador.

Características do ratão do banhado

Animal de corpo maciço, seu pescoço é espesso, a cabeça grande e o focinho curto. Os membros são robustos. As patas apresentam-se munidas de cinco dedos, ligados por uma membrana natatória e armados de garras. A longa cauda é recoberta de escamas dispostas em hélice, e de pelos sedosos.

Sua coloração é castanha no dorso e anegrada no ventre. Os pelos setiformes são lanosos, macios, praticamente impermeáveis. Pelos mais longos – viliformes – de colorido brilhante, recobrem os setiformes. Os incisivos são grandes e possantes, assemelhando-se aos do castor.

Suas dimensões são comparáveis às da lontra: o corpo mede de 40 a 60 cm, atingindo alguns machos velhos um metro ou mais de comprimento. Os flancos têm um belo colorido vermelho vivo, contrastando com o branco ou cinza-claro do nariz c dos lábios.

Habitat natural do ratão do banhado

Este roedor vive na região meridional da América do Sul. Os casais encontram-se nas margens de rios e lagos, especialmente onde as águas são paradas e onde existe um lençol de plantas aquáticas, às quais o ratão do banhado se agarra. ratão-do-banhado-alimentação

Escavam nos barrancos, a pouca profundidade, uma toca que mede cerca de um metro de comprimento por 40 a 60 cm de largura, que lhes serve de refúgio à noite e, às vezes, durante o dia. É aí que a fêmea dá à luz uma ninhada de quatro a seis filhotes, que, em pouco tempo, se mostram capazes de segui-Ia por onde quer que vá.

Comportamento

Excelente nadador, o ratão-do-banhado é desajeitado em terra, deslocando-se com lentidão sobre as patas curtas. Ao menor sinal de perigo lança-se à água e mergulha para sua toca, onde se esconde.

Seu desenvolvimento psíquico é rudimentar. Em cativeiro mostra-se tímido, medroso e retraído. Examina, com cuidado, todos os objetos que encontra. Quando lhe jogamos um molho de plantas, agarra-o destramente com as mãos e sacode-o com força para livrá-lo da terra que se prende nas raízes; em seguida, mergulha-o na água e lava-o com habilidade surpreendente.

Em cativeiro, o ratão do banhado passa os dias dentro da água ou em suas proximidades. Desde que não o perturbem, nada sempre em linha reta, com a cauda estendida, a região posterior do corpo submersa e a cabeça levantada, aparecendo na superfície cerca de dois terços de seu comprimento.

Roedor nadador

Os membros anteriores não participam dos movimentos natatórios; são os posteriores que servem de remo, exatamente como acontece com o castor. Não se pode dizer que a cauda funcione como um leme, uma vez que ela pouco se move.

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Se bem que se desloque sob a água e possa permanecer submerso por vários minutos, o ratão-do-banhado não é um bom mergulhador.

Constitui o chamado deste Roedor um grito característico que emite e que soa como um lamento. Quando quer demonstrar sua irritação, este triste grito se transforma numa espécie de grunhido.

Alimentação do ratão do banhado

Seu alimento preferido é constituído por plantas herbáceas. Entretanto não desdenha raízes, tubérculos, folhas, grãos e cereais e, às vezes, pão. Conte carne, preferindo peixe, no que se assemelha mais à ratazana -de -esgoto do que ao castor.

Curiosidades sobre o ratão do banhado

Quando o inverno se aproxima, os ratões do banhado começam a cavar o solo, preparando tocas extensas, cuja câmara principal é cuidadosamente atapetada e forrada. A fêmea recolhe-se ali para dar à luz de quatro a sete filhotes nascem, desenvolvem-se rapidamente e passam a seguir os pais, mesmo nas longas excursões.

O ratão do banhado atinge seu pleno desenvolvimento com a idade de dois anos. Um criador não pode utilizá-lo antes que ele complete dez meses. Na Europa, é em dezembro e janeiro que a pelagem desse roedor se mostra mais bonita: com o frio, ela se adensa e se toma mais macia. A longevidade de um ratão do banhado é de cerca de quinze anos.

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