Pangolim – Curiosidades do animal – Habitat, tipos – Resumo

pangolim

À pequena ordem dos Folídotos, classificados outrora entre os desdentados, pertence o pangolim. Nesse artigo você aprenderá tudo sobre esse curioso mamífero em um resumo completo.

Anatomia do pangolim

Estes curiosos animais parecem-se com os tamanduás na forma geral do corpo e em muitas outras características como a língua fina e protrátil, a ausência de dentes e até na semelhança de hábitos, embora se distingam radicalmente deles pelas escamas córneas, imbricadas como telhas ou como as escamas de um cone de pinheiro, que lhes recobrem o corpo.

Esta armadura – a principal característica da ordem – é única entre os mamíferos. Em definitivo, sua semelhança com os Desdentados não é senão uma convergência de formas provocada pela identidade da alimentação. O estudo aprofundado da estrutura de seu cérebro e das articulações ósseas à demostrou que os Folídotos não tinham, de fato, qualquer parentesco real com os Desdentados.

O pangolim tem corpo alongado, cauda longa, cabeça pequena, focinho cônico e pés providos de 5 dedos armados de garras muito robustas. As escamas encontram-se no focinho, garganta, ventre e face interna dos membros, sendo implantadas no derma do mesmo modo que as unhas.

A cauda pode ter até 49 vértebras, o mais considerável número encontrado entre os mamíferos. Um músculo particular, localizado sob a pele, como nos ouriços, e que se estende para ambos os lados da espinha dorsal, permite que o animal se enrole como uma bola.

A salivação abundante necessária à captura dos insetos de que o pangolim se nutre – principalmente formigas e cupins – é produzida por enormes glândulas que lhes descem até o externo.

Habitat

O pangolim habita uma boa parte da África, ao sul do Saara. Bem como a Ásia e ilhas do arquipélago malaio.

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Tanto vivem na savana como na floresta, na montanha ou na planície, levando vida solitária e alojando-se em buracos que eles mesmos cavam, e onde passam o dia dormindo, enrolados em forma de bola, com a cabeça escondida sob a cauda.

Despenam ao crepúsculo e saem em busca de alimento, movimentando-se mais rapidamente do que se poderia supor, sendo inclusive capazes de correr e mostrando-se excelentes grimpadores.

De natural, silenciosos, raramente emitem sons sibilantes, soprando às vezes baixinho. Sua visão e audição são pouco desenvolvidas, o mesmo ocorrendo com o olfato, apesar do papel importante que desempenha na procura do alimento.

Alimentação

Assim como o tamanduá, o pangolim se alimenta de cupins, vermes e formigas, através de sua enorme língua e utilizando-se de suas fortes garras para abrir buracos nos cupinzeiros e formigueiros.

Curiosidades

A fêmea dá à luz, em sua toca, um ou dois filhotes de cada vez, os quais nascem recobertos de escamas ainda moles. Racionalmente tratados, o pangolim pode suportar por muito tempo o cativeiro. Como o tamanduá bandeira, habituam-se a um alimento composto de leite, ovos e carne picada.

Quando atacado, o pangolim enrola-se de maneira a ficar totalmente protegido do predador.

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Em estado selvagem, são caçados pelos indígenas que consideram sua carne muito saborosa. Diversas tribos utilizam a couraça deste animal como ornamento para utensílios domésticos, ao passo que determinadas populações da África Central atribuem às escamas valor de talismãs.

Quanto aos chineses, utilizam-na para fins medicinais. A ordem dos Folídotos conta com uma só família, a dos Manídeos.

Pangolim de cauda longa

O pangolim de caudalonga (Manis longicaudata) mede de 1 a 1,30 m de comprimento, pertencendo dois terços à parte caudal. Nos animais jovens essa parte é duas vezes maior que o corpo.

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Este, quase cilíndrico, prolonga-se sem separação nítida no pescoço de um lado e do outro, na direção da cauda. O focinho é alongado, a boca pequena, os olhos minúsculos e as orelhas, mal visíveis, limitam-se a uma dobra cutânea pouco acentuada.

Os membros mostram-se curtos, grossos e de comprimento igual, sendo as unhas dos membros anteriores muito maiores do que as posteriores; as plantas dos pés apresentam-se espessas, calosas e fluas.

A cauda, larga e um pouco achatada, adelgaça-se gradualmente da raiz para a extremidade. As escamas muito duns, com bordas cortantes, lembram as folhas da alcachofra; jamais se misturando com os pelos, sua superfície apresenta um certo número de caneluras alongadas.

A cor geral é bruna, com reflexos arruivados. O pangolim de cauda-longa vive só ou aos casais, nas regiões florestadas da África ocidental. Animal noturno, passa os dias enrolado em forma de bola, numa árvore oca ou na forquilha de dois galhos. Como o tamanduá, alimenta-se de insetos, os quais se grudam à longa língua viscosa que ele introduz nós cupinzeiros ou estica até o chão.

O pangolim indiano

O pangolim indiano ou pangolim de cauda curta vive na índia e na ilha do Ceilão sendo, contudo, bastante raro tanto numa região como na outra. Seu aspecto evoca o de um crocodilo terrestre e sua pele é recoberta por uma couraça espessa, de tal modo áspera e rígida que é capaz de riscar o ferro e o bronze.

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O macho adulto pode medir 1,30 m de comprimento, de que 45 cm pertencem à cauda, e sua língua chega a atingir uns 30 cm. O pangolim-de-cauda-longa mostra-se arborícola, ao passo que o de cauda curta vive no solo, onde cava numerosas galerias oblíquas, descendo a uma profundidade de 2 a 4 m e acabando numa câmara central de uns 50 cm de diâmetro.

Essa toca abriga, de janeiro a março, um casal e 1 ou 2 filhotes. Quando fica na toca, o pangolim de cauda curta obstrui a entrada com terra e é difícil descobri-lo, ainda mais por se tratar de um animal de hábitos noturnos. A carne do pangolim indiano deve ter sido considerada pelos indígenas como um afrodisíaco.

Já os chineses utilizavam outrora a pele deste animal para fazer couraças ou para colocá-la nos escudos. Devido às escamas, chineses e indianos chamavam o pangolim indiano de peixe da mata. Os chineses acreditavam que este animal tivesse hábito de agitar suas escamas, desprendendo dessa forma fortes exalações que atraíam insetos.

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