Órix da arábia – Características, Oryx, resumo – Animais do deserto

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O órix da arábia é um animal do deserto, que possui uma grande resistência física. Nesse artigo você aprenderá tudo sobre o animal em um resumo completo.

Características

Como todos os Hipotraginos, os órix da arábia são grandes antílopes de aspecto majestoso, apesar das formas maciças e mesmo um pouco pesadas. Suas glândulas odoríferas lacrimais não têm o desenvolvimento que atingem em outras espécies.

Os cornos, que aparecem nos dois sexos, são típicos: anelados e muito longos, apresentam-se mais ou menos encurvados para trás. Sua implantação no alto do crânio é também característica.

Ao contrário dos gêneros próximos (ádax, hipotrago), os órix da arábia não têm crina, mas no local em que esta devia ser encontrada há uma faixa de pelos mais escuros que lembra a raia do mulo. Excetuando-se esta faixa, algumas manchas pretas e a máscara facial, a pelagem é uniforme.

Animais do deserto

A área de distribuição do órix da arábia é extremamente grande. O habitat desta espécie é limitado à África meridional e oriental.  Estende-se da Arábia à África do Sul. Atualmente os diferentes grupos acham-se isolados e sem comunicação entre si e são impiedosamente caçados por toda parte.

Outrora, sua vasta distribuição devia permitir contatos entre as diversas populações regionais e assegurar – desta forma – a perfeita estabilidade genética da espécie.

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Em qualquer parte em que vivam, os órix da arábia habitam sempre as estepes ervosas e semidesérticas, evitando a floresta equatorial e as zonas florestadas.

Dão prova de grande resistência à seca, devido aos habituais recursos de adaptação: excrementos muito concentrados: atividades ao alvorecer e ao crepúsculo, com repouso durante o dia; digestão dos alimentos secos do deserto assegurada pela fauna e flora da pança, que fornecem também, pela hidrólise da celulose, a água indispensável.

Reprodução

A época do cio dá ensejo a furiosos combates entre os órix da arábia machos. As fêmeas têm em geral um único filhote: A duração média de vida deste animal é de uns 20 anos.

Acrescente-se a duração da gestação (280 dias em média) que permite a formação de um filhote bem desenvolvido, mais apto à sobrevivência em meio difícil.

Comportamento do órix da arábia

Os órix da arábia são animais sociáveis, mas não formam grandes rebanhos, que seriam incapazes de subsistir nas estepes demasiado pobres em que vivem. Os bandos são dirigidos por um macho. Os machos mais velhos parecem preferir uma existência solitária.

Animais muito rápidos, os órix da arábia têm passo ligeiro, trote firme e galope pesado, mas regular. Os machos mostram-se muitas vezes imprevisíveis e batalhadores. Embora tímidos, não são nada medrosos. Seu temperamento lembra mesmo, sob certos aspectos o do touro.

Quando se irritam atiram-se furiosamente sobre o inimigo, que tentam atingir mortalmente, e sabem defender-se com muita habilidade, baixando a cabeça e desferindo temíveis golpes com os chifres, capazes de traspassar um adversário pouco lesto para se esquivar. São até mesmo capazes de abater predadores notórios, como as panteras.

Alimentação

Sua alimentação, sempre precária, torna-se particularmente difícil no inverno, isto é, na estação seca. Contentam-se, então, com o magro alimento que lhes fornecem os restolhos, os ramos das árvores e os raros ramúsculos de mimosa, únicos vegetais que conservaram algum viço. Os órix da arábia esticam o pescoço para atingi-los, apoiando os cascos aos troncos das árvores para se erguerem até os ramos.

Curiosidades

Os antílopes do gênero Oryx são mencionados desde os tempos mais antigos. Uma das espécies mais conhecidas figura nos monumentos do Egito e da Núbia, muitas vezes com um nó corredio em torno do pescoço, indicando que já era caçada e capturada naquela época.

Nas câmaras mortuárias da pirâmide de Quéops, o órix da arábia é às vezes representado com um só corno, o que levou alguns naturalistas a acreditar que ele tivesse dado origem à lenda da licorne, que, sabe-se hoje, vem do rinoceronte, o unicórnio da Bíblia.

Seja como for, os antigos contavam muitas coisas maravilhosas atribuídas ao órix da arábia: afirmavam, entre outras – como diziam também das cabras – que ele reconhecia muito bem a estrela Sírio, a mais brilhante do céu, e que esperava que ela aparecesse no horizonte para rogar que perturbasse as águas.

Esta reputação fazia com que o órix da arábia fosse visto com maus olhos pelos sacerdotes egípcios. Acreditava-se igualmente que este animal pudesse modificar a seu gosto o número de seus cornos, tendo ora 4, ora 2, ora 1.

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