Lebre | Características e Espécies | Gestação e Alimentação | Resumo

lebre

A lebre (Lepus europaeus), assim como o coelho, faz parte da família dos lagomorfos. Nesse artigo você aprenderá tudo sobre este mamífero, suas características, espécies, período de gestação e alimentação em um resumo completo.

Anatomia das lebres

Mede entre 50 e 70 cm de comprimento, sem contar a pequena cauda. Seu peso varia de três a seis quilos. A pelagem é formada por numerosos e ondulados pelos setiformes, sobressaindo uma camada de viliformes, espessos, longos e também ondulados. A coloração geral é marchetada de fulvo e negro.

O ventre, a parte interna dos membros e a superfície ventral da cauda são esbranquiçados. As orelhas são muito longas, com cerca de 15 cm de comprimento.

Habitat natural das lebres

A lebre-comum habita a maior parte do continente europeu, com exceção da região setentrional – Escandinávia e Rússia -, a parte ocidental da Ásia, a África oriental e meridional. Para alguns zoólogos, a lebre que ocorre no continente meridional é uma espécie distinta, Lepus capensis.

As lebres preferem as planícies nuas, ou esparsamente cobertas de vegetação espinhosa, e as colinas boscosas. Vivem solitárias ou aos pares. São encontradas até 1.500 m de altitude nos Alpes, chegando a 2.000 m no Cáucaso. Sendo-lhes mais favorável o clima temperado, evitam as regiões onde as temperaturas são extremas.

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Gostam do calor e buscam os locais abrigados do vento e das correntezas de ar. Por isso se adaptaram com facilidade ao clima seco e quente do continente australiano e da Nova Zelândia.

O abrigo resume-se numa simples escavação pouco profunda, forrada de ervas, pouco mais que uma depressão no solo, onde vivem individualmente, sempre de sentinela, fugindo ao menor sinal de perigo.

Hábitos do animal

As lebres são geralmente ativas à noite, percorrendo os campos nas horas do crepúsculo e da aurora, em busca de alimento, que é constituído por trevo, luzerna e outras plantas. Raramente abandonam as proximidades do local onde nascem, a não ser movidas pela fome ou à procura de um companheiro.

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Preterem lugares abrigados e seguros e não hesitam em abandonar as redondezas onde são perseguidas ou caçadas. Fora da época de reprodução, passam os dias dormindo ou cochilando no interior de seus abrigos, que são suficientemente grandes para esconder quase completamente o animal.

Em posição de repouso, as lebres estendem os membros anteriores, apoiam sobre eles a cabeça, com as orelhas abaixadas, dobrando sob o corpo os membros posteriores. Apenas uma parte de seu dorso aparece.

Características das lebres

Este animal reage prontamente a qualquer ruído insólito e está sempre atento. Por vezes senta-se sol e os membros posteriores dobrados, em posição que lhe permite observar os arredores. Evita os espantalhos, colocados nos campos cultivados. Contudo, alguns indivíduos mais velhos e experimentados mostram-se menos tímidos e só batem em retirada quando perseguidos por cães.

As lebres são extremamente rápidas na corrida em virtude de possuírem os membros posteriores muito alongados e possante musculatura propulsora. Correm melhor na subida que na descida. Sua velocidade máxima é avaliada em 65 km por hora.

As gigantescas orelhas indicam o desenvolvimento de seu sentido de audição. O ouvido e o nariz advertem o animal da aproximação de qualquer perigo, procurando ele então esconder-se onde está ou partir em fuga.

Alimentação

Assim como os coelhos, as lebres são animais predominantemente herbívoros. Alimentam-se de legumes e frutas disponíveis em sua região. Além disso, comem sementes e castanhas, além do capim.

Período de gestação das lebres

A época de reprodução tem início no mês de março, às vezes mais cedo, quando o inverno é ameno. Disputas sangrentas verificam-se então entre os machos, que, lutando pela posse das fênicas, arrancam tufos de pelos uns dos outros. O período de gestação das lebres é de cerca de 40 dias.

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A fêmea pode ser novamente fecundada poucos dias antes de dar à luz, o que constitui um caso de superfetação. As crias nascem, geralmente, entre março e novembro. Cada fêmea dá à luz três ou quatro ninhadas por ano, cada uma das quais de um a cinco filhotes, que apresentam um tufo de pelos brancos na fronte e já se mostram bem desenvolvidos, com o corpo coberto de pelos e os olhos abertos.

Desenvolvimento dos filhotes

O parto verifica-se no solo e não em ninho preparado. A mãe cuida da prole durante a primeira semana, amamentando-a apenas pela manhã e à tarde. Após esse período os jovens passam a viver por si e seu desenvolvimento é rápido. Desde então a mãe deixa de se ocupar das crias. Mesmo em caso de perigo ela não os socorre.

Quinze meses após o nascimento, as lebres jovens já atingiram o estado adulto e a partir de um ano são capazes de se reproduzir. Vivem, no máximo, dez ou doze anos.

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