Elefante – O maior animal terrestre – Curiosidades, reprodução

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O elefante é o maior animal terrestre. Nesse artigo você aprenderá tudo sobre o elefante, curiosidades, reprodução e características num resumo completo.

O maior animal terrestre

O elefante é o maior animal terrestre que existe, podendo atingir uma média de 4 metros de altura e pesar cerca de 8 toneladas.

Características do elefante

Esses mamíferos caracterizam-se principalmente por uma longa tromba móvel e 2 incisivos muito desenvolvidos, as presas. Têm corpo curto e grosso, pescoço muito curto e cabeça muito volumosa.

Os membros, longos, apresentam-se em forma de colunas, sendo a planta dos pés chata e córnea. Cada pé exibe 3, 4 ou 5 unhas em forma de cascos. Os pequenos olhos são vivos e inteligentes e suas orelhas, muito grandes, lembram placas de couro. Os dedos mostram-se de tal modo envolvidos de pele que não têm mobilidade alguma.

São providos de cascos pequenos, mas robustos, largos e chatos. O elefante asiático exibe 5 cascos nos pés anteriores e 4 nos posteriores, ao passo que o elefante africano tem 4 ou 5 nos pés anteriores e 3 ou 4 nos pés posteriores.

A cauda, de comprimento médio, desce até a articulação da perna e termina por um tufo de cerdas pretas, tão espessas e rígidas como fios de ferro.

A tromba

O órgão externo mais notável de um elefante, a tromba, é um prolongamento do nariz e do lábio superior, que dois canais percorrem em toda a extensão.

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No elefante africano a tromba termina em dois lábios móveis, ao passo que no elefante asiático apenas o lábio superior é móvel e se incumbe da obturação das narinas. A tromba do elefante serve ao mesmo tempo para a olfação, o tato e a preensão.

Compõe-se de músculos longitudinais e circulares que formam cerca de 40.000 pequenos feixes distintos, sem nenhuma formação cartilaginosa, o que lhe permite não só virá-Ia para qualquer lado, mas também alongá-la ou contraí-Ia de maneira notável.

Função da tromba

Substituindo o lábio superior da boca, ela é absolutamente indispensável ao animal, cuja estrutura física, que não permite que ele se abaixe até o chão, o impede de se alimentar sem uma tromba que lhe sirva de lábio, de dedo, de mão de braço.

Dentes do elefante

No maior animal terrestre, a fórmula dentária é a seguinte: incisivos 2; caninos O; pré-molares O; molares 12. Os dois incisivos superiores são as presas, que se apresentam sempre mais desenvolvidas nos machos do que nas fêmeas e cujo crescimento é contínuo.

Os 12 dentes molares dos elefantes não são concomitantes, mas sucessivos. A medida que os molares anteriores – e que estão em uso –  se desgastam, os molares posteriores começam a crescer, comprimindo aqueles para a frente, quebrando-os e substituindo-os no trabalho de moer o alimento.

As presas do elefante

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As propriedades do marfim, em particular sua cor, sua elasticidade e sua resistência, são devidas à estrutura das fibras que se dispõem sucessivamente durante o crescimento do dente. As presas mais longas são as do elefante africano e, mais precisamente, daqueles que vivem na região dos lagos.

O recorde atual pertence a um par de presas com mais de 3 metros de cumprimento e pesando respectivamente 101 e 103 kg. Trata-se de peças excepcionais, pois a média é muito inferior a esses números: uns 20 kg para o elefante africano e 5 a 10 kg para o elefante asiático.

Anatomia do elefante

Os elefantes têm um crânio enorme que, apesar de seu volume considerável, tem peso relativamente pequeno porque os ossos que o compõem são vacuolados, isto é, apresentam grande número de cavidades comunicantes. Este fenômeno, chamado pneumatização, não é peculiar ao maior animal terrestre.

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Encontra-se em todos os animais cujo crânio é acentuadamente volumoso, como, por exemplo, os búfalos. O volume do cérebro do elefante é o mais considerável entre todos os mamíferos existentes, mas a relação de peso entre o cérebro e o corpo é, embora superior à dos macacos, inferior à do homem.

Seria difícil deixar de estabelecer uma correlação entre a importância dessa relação e a inteligência superior dos elefantes. Os elefantes não transpiram, como os cães, sendo a perda de calor, por evaporação, feita pela boca e não ao nível da pele. A ausência de glândula cutânea comporta, todavia, uma exceção.

Entre o olho e a orelha existe uma glândula, do tipo sudoríparo, muito desenvolvida e dotada de um sistema muscular que permite ao animal expulsar sua secreção à vontade. Esta secreção é mais abundante na época do cio e tem certamente papel importante na escolha e formação de casais.

O que os elefantes comem

Apesar de ser o maior animal terrestre, é exclusivamente herbívoro, alimentando-se da vegetação disponível em seu habitat natural, como as folhas das árvores e pequenos arbustos. Além disso, alimentam-se de frutas, raízes e pastagem. Um elefante adulto consome em média 100 kg de alimento ao dia.

Reprodução do elefante

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O elefante está pronto para iniciar sua reprodução os 8 anos de idade. A gestação dura por um período de cerca de 22 meses, ou seja, a fêmea passa quase dois anos grávida. Nasce apenas 1 filhote por parição, pesando cerca de 100 kg e medindo 1 metro de altura.

Curiosidades do elefante

A vida do maior animal terrestre não está ligada à floresta, uma vez que o elefante se trata de um  nômade que troca de domicilio segundo as circunstâncias ‘e que emigra com frequência, percorrendo enormes distâncias em pouco tempo.

Na África, por exemplo, ele é encontrado durante vários meses do ano nas planícies semeadas de árvores e de arbustos carregados de frutos ou nos brejos onde não crescem mais que juncos e caniços.

O elefante não pode passar sem água em abundância. Indo de um curso de água para outro, ou de brejal em brejal, os rebanhos param em cada ponto de água, onde matam a sede e se refrescam com aspersões abundantes.

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A extraordinária longevidade é certamente exagerada. Tanto em liberdade como em cativeiro, só excepcionalmente atingem a idade de 80 anos, sendo sua duração de vida um pouco inferior à do homem.

Deslocamentos

Embora sejam abundantes em toda a África central, é difícil localizar esses animais, pois eles se deslocam constantemente de um lugar para outro, tomando pistas já utilizadas ou abrindo novas quando têm que atravessar uma floresta, brejos, uma região acidentada ou estreitas gargantas de montanhas.

Não se preocupam com os obstáculos que possam transpor sobre a rota: atravessam lagos e rios a nado, abrem sem dificuldade um caminho na espessura das florestas virgens e escalam facilmente escarpas íngremes e rochosas.

Comportamento

Nas grandes planícies escolhem de preferência caminhos e pistas feitas pelo homem, ao passo que na montanha ou na floresta são eles próprios que abrem as trilhas, dando prova de uma inteligência que honraria os melhores construtores de estradas. Só é desajeitado na aparência: na realidade, é um animal muito ágil.

Em geral, o maior animal terrestre avança com um passo tranquilo e regular, fazendo 4 a 6 km por hora, mas esta marcha plácida pode ser acelerada e ele chega a percorrer 15 a 20 km em velocidade dobrada.

O elefante caminha em andadura semelhante à do camelo e da girafa, isto é, levanta ao mesmo tempo os dois membros do mesmo lado do corpo, deslocando alternadamente o seu centro de gravidade para um lado e para outro.

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