Arminho | Características do Animal | Mustelídeos | Resumo

O arminho (Mustela erminea) é um curioso animal da família dos mustelídeos. Nesse artigo você aprenderá tudo sobre este mamífero em um resumo completo.

Características do arminho

O arminho lembra muito a fuinha tanto na forma geral do corpo como no comportamento. É entretanto maior e pode atingir 40 cm de comprimento, dos quais 10 cm pertencem à cauda. Durante o verão a região dorsal do corpo e a base da cauda têm uma coloração castanho-avermelhada, sendo a região ventral branco-amarelada.

Bem característica, a metade terminal da cauda apresenta-se sempre preta em todas as estações. O arminho muda de pelagem duas vezes por ano: na primavera e no outono. A renovação do pelo é total, à exceção das vibrissas ou pelos sensoriais, e, embora a ponta da cauda permaneça negra, o resto do corpo torna-se branco no inverno.

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Na primavera, a muda é mais lenta. Inicia-se no dorso e termina no ventre, enquanto que a muda outonal é mais rápida e se processa no sentido inverso. A cor branca dos pelos de inverno deve-se a um fenômeno óptico provocado pela presença de numerosas camadas de ar nos pelos, que são mais grossos que os da estação estival.

Influência da temperatura na pelagem

Observações e experiências, relativamente recentes, demonstraram que o fator primordial, responsável pela mudança sazonal ou estacional de cor, não é a variação de temperatura mas a do período de iluminação diurna. A muda é determinada pelo efeito de diminuição progressiva das horas de luz, no período de 24 horas, sobre a produção de certos hormônios.

Os ciclos biológicos que se processam no período de um dia são denominados ciclos circadianos. Em todo caso, o frio pode influir indiretamente, obrigando os animais a permanecerem por mais tempo no interior dos seus abrigos, subtraindo-os assim à exposição da luz solar.

Durante a muda do arminho, observam-se em sua pelagem traços de um desenho, formado por listras longitudinais, e que não se percebe fora dessa época. Este fenômeno repete-se com frequência entre os Mustelídeos.

Habitat natural do arminho

A área de distribuição geográfica do arminho é a mesma da doninha, não sendo ele todavia encontrado nas regiões meridionais. Ocorre na Europa, no norte da Ásia até o Japão, na Argélia e na América do Norte.

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Como a doninha, o arminho ocorre nos mais variados habitats; entretanto, ele parece preferir as encostas das montanhas e suporta bem os climas mais variados. Passa grande parte do dia escondido numa toca, que – tanto pode ser um oco de pau, um buraco num velho muro ou uma construção abandonada.

Comportamento do arminho

Não evita a vizinhança do homem. Mostra-se às vezes ativo durante o dia. Normalmente, parte para a caça ao cair da tarde, esgueirando-se ao longo dos muros e das cercas e, parando de tempos a tempos para observar os arredores, curva o dorso de maneira ainda mais pronunciada que o gato.

Descoberta a presa, o arminho coloca-se de tocaia diante da toca de um roedor, do túnel de uma toupeira ou diante de uma fenda de rocha. Não permanece imóvel um só instante. Mesmo quando dá a impressão de não se mexer, seus olhos, orelhas e nariz estão em constante movimento e sua pequena e graciosa cabeça volta-se para a direita e para a esquerda com vivacidade.

Arminho, animal ágil e valente

O arminho é um animal capaz de notáveis proezas físicas. Corre e salta com grande agilidade, trepa muito bem em árvores e muros, sem hesitar jamais um só instante, e pode atravessar a nado os rios mais largos. Suas faculdades psíquicas não são inferiores.

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É temerário, atrevido, valente e sanguinário como todos os demais mustelídeos. Não teme nenhum predador e, se se sente ameaçado, não hesita mesmo em enfrentar o homem.

O arminho, quando realmente assustado, chega a utilizar a secreção fétida de suas glândulas anais como arma defensiva. Alimenta-se praticamente de todos os animais de pequeno porte, vertebrados e invertebrados. Mas ataca com frequência animais de tamanho maior, como lebres e serpentes.

Curiosidades sobre o animal

Para caçar ratos, o arminho vale-se de seu faro muito apurado. Pelo odor, é capaz de reconhecer se uma toca abriga um ou mais roedores. Se descobre que se trata apenas de um, introduz-se sem vacilar no ninho. Quanto aos ratos-d’água, ele os persegue na própria água e, segundo Wood, bastam dois ou três arminhos para destruir cm poucos dias uma numerosa colônia desses roedores.

Como a doninha, o arminho é um animal muito brincalhão. Suas piruetas e cabriolas nem sempre são executadas como exercício. Diante de certos animais, aves e roedores em particular, executa uma espécie de dança, contorcendo-se e volteando diante de sua presa, aproximando-se pouco a pouco e distraindo-lhe a atenção até o momento em que, a uma distância de ataque, salta sobre a vítima e a degola.

Predador notável

Esse agressivo mustelídeo nem sequer hesita em atacar aves de rapina de grande porte, inclusive águias: parece impossível que um animal de tão reduzidas dimensões consiga não só atacar como até vencer animais tão corpulentos.

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Em tais casos, seu procedimento consiste em lançar-se sobre a ave, quando esta se encontra pousada no solo ou sobre um galho de árvore, e cravar-lhe rapidamente os dentes no pescoço sem soltar a vítima. Ainda que esta torne a voar, o arminho permanece agarrado a ela até matá-la.

Quando abate mais presas do que pode comer, chega a estabelecer uma reserva no interior de um esconderijo, sob um monte de palha ou de feno.

Reprodução do arminho

Contrariamente à doninha, o arminho tem, como outros Mustelídeos, uma implantação retardada, e a gestação, segundo as condições ambientais, pode durar de 200 a 340 dias. No mês de maio nascem 4 ou 5 crias, em ninho previamente preparado pela mãe numa toca de toupeira ou abrigo semelhante.

Os filhotes são objeto de muitos cuidados e atenções e só deixam a companhia da mãe quando, já quase adultos, o inverno se aproxima. Muito inteligentes, aprendem depressa a caçar e a se defenderem. Em pouco tempo, rivalizam com a mãe em coragem, destreza e astúcia.

Arminho como animal de estimação

O arminho é um animal que não vive muito tempo em cativeiro, principalmente quando é capturado adulto. Facilmente irritável, recusa o alimento, encoleriza-se com frequência e morre em pouco tempo.

Por outro lado, o arminho amansa facilmente e toma-se um interessante xerimbabo quando capturado ainda jovem. Sua pelagem de inverno, símbolo heráldico de pureza e incorrupção, foi mais procurada no passado que em nossos dias.

Arminho, animal silvestre

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